Guiné-Bissau: Depois de Bafatá é a vez Gabu confirmar registo de primeiros dois casos de Covid-19

Enquanto muitos países falam em medidas de desconfinamento, na Guiné-Bissau a situação requer medidas contrárias, ou seja, é necessário mais rigor na implementação das disposições legais de prevenção, isto porque, ao invés de registar sinais de controlo da situação, nota-se que a doença está a propagar-se para as regiões do país.

Há dois meses o novo Coronavírus estava confirmado apenas em Bissau e nas regiões de Biombo e de Cacheu. No passado dia 22 deste mês, a Região de Bafatá registou o seu primeiro caso, hoje é a vez da Região de Gabu a confirmar duas infecções de Covid-19.

Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde, não se sabe do paradeiro da paciente da Região de Bafatá. Ela saiu da aldeia onde foi diagnosticada com a doença (Geba) e, ainda não foi localizada em Pelundo onde residia antes de ir para Bafatá.

Os óbitos aumentam pouco a pouco. Novamente é confirmado mais uma vítima mortal, desta vez é um cidadão português de 71 anos de idade que estava hospitalizado no Hospital de Cumura, totalizando para sete o número de mortes por Covid-19.

Na sua comunicação diária sobre a situação de Coronavírus, o porta-voz do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), Dionísio Cumbá disse que faleceram três doentes no Hospital Simão Mendes, suspeitos de terem sido mortos pela Covid-19 mas aguarda-se a confirmação das autoridades de saúde sobre as razões da morte dessas pessoas.

Até hoje, dia 25 de Maio, a Guiné-Bissau confirma 1178 pessoas infectadas de Covid-19, enquanto isto, os recuperados mantêm-se 42 e os óbitos subiram para sete.

Dionísio Cumbá alertou que o país pode ficar novamente sem oxigénio, o indispensável neste momento, isto se não forem tomadas diligências necessárias urgentes.

A Guiné-Bissau não fazia testes de Covid-19 nos últimos três dias devido a falta de placas no Laboratório Nacional de Saúde Pública, salvo situações imperiosas. Entretanto Dionísio Cumbá informou que o país recebeu 10 placas com capacidade de testar cerca de mil pessoas.

Por: nobaschecker.org

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